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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Aumenta a participação das mulheres na política brasileira

Imagem Reprodução da web
O número de mulheres que disputam cargo nas Eleições Gerais deste ano é 46,5% maior do que no último pleito, em 2010. Até as 14h desta terça-feira, 22 de julho, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostravam 7.407 são do sexo feminino do total de aproximadamente 25 mil candidatos, representando 29,73%. Na Eleição de 2010, eram 5.056 candidatas, ou seja 22,43% dos candidatos. Estes dados do Sistema de Divulgação de Candidaturas (DivulgaCand 2014) ainda estão sujeitos à atualização, sendo que eventuais números podem apresentar alterações em futuras consultas.

A disputa para deputado federal e estadual registrou o maior número de mulheres candidatas com 7.237 candidaturas, 2.404 a mais do que em 2010. Em ambos os casos há um crescimento de cerca de 50% de candidaturas femininas em 2014, na comparação com 2010.

Equilíbrio
Já na disputa por uma vaga ao Senado Federal, a situação será diferente neste ano. A renovação será de um terço das 81 cadeiras. Apesar de o número total de candidaturas ter sido menor do que nas últimas eleições onde elegeram dois terços das vagas do Senado, o número de candidatas mulheres se manteve praticamente estável: em 2010, foram 36 candidatas e, neste ano, 35 concorrem no pleito.

A participação feminina na disputa ao cargo de governador também se manteve equilibrada. As mulheres representaram cerca de 10% do total de candidatos para a vaga nos dois pleitos. Em 2014, serão 17 candidatas aos governos estaduais.

Para o cargo de presidente da República, nas eleições deste ano, num total de 11 registros apresentados à Justiça Eleitoral, dois são do sexo feminino (18,18%). Já para a ocupação de vice-presidente o número é maior: quatro mulheres vão disputar a vaga (36,36%). Em 2010, o número total de concorrentes ao cargo máximo do Executivo era menor, com nove candidatos, sendo duas candidatas mulheres. Na disputa pela Vice-Presidência, apenas uma mulher disputou a vaga naquele ano.

Fonte: Agência CNM, com informação do TSE

Ibope mostra Dilma com 38%, Aécio com 22% e Campos com 8%

No levantamento anterior, Dilma tinha 39%, Aécio, 21% e Campos, 10%.
Instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 cidades entre sexta e segunda.


Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (22) mostra Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, com 38% das intenções de voto para presidente da República. Em seguida, aparecem o senador Aécio Neves (PSDB), com 22%, e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), com 8%.

No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%.

Na pesquisa desta terça, Dilma, com 38%, tem um ponto percentual a mais que a soma de todos os outros candidatos (37%). Por isso, de acordo com o instituto, não está definido se haverá segundo turno.

O candidato do PSC, Pastor Everaldo, alcançou 3% das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior.

Encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo", a pesquisa é a primeira do Ibope após o registro das 11 candidaturas a presidente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no último dia 5.

Confira abaixo os números do Ibope, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes de todos os candidatos são apresentados ao eleitor (os candidatos que aparecem com 0% são os que tiveram menos de 1% das menções cada um):

- Dilma Rousseff (PT): 38%
- Aécio Neves (PSDB): 22%
- Eduardo Campos (PSB): 8%
- Pastor Everaldo (PSC): 3%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Zé Maria (PSTU): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Eymael (PSDC): 0%
- Levy Fidelix (PRTB): 0%
- Mauro Iasi (PCB): 0%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%
- Branco/nulo: 16%
- Não sabe/não respondeu: 9%

O Ibope fez a pesquisa entre as últimas sexta (18) e segunda (21). O instituto ouviu 2.002 eleitores em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso quer dizer que o instituto tem 95% de certeza de que os resultados obtidos estão dentro da margem de erro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00235/2014.

Pesquisa espontânea
Na parte da pesquisa em que os entrevistadores do Ibope simplesmente perguntaram ao eleitor em quem votará (sem apresentar a ele a relação dos candidatos), 26% mencionaram Dilma. Veja abaixo:

- Dilma Rousseff: 26%
- Aécio Neves: 12%
- Eduardo Campos: 4%
- Outros: 2%
- Brancos/nulos: 17%
- Não sabe/não respondeu: 39%

Segundo turno
O Ibope fez simulações de segundo turno entre Dilma e Aécio e entre Dilma e Campos. Os resultados são os seguintes:

- Dilma Rousseff: 41%
- Aécio Neves: 33%
- Branco/nulo: 18%
- Não sabe/não respondeu: 8%

- Dilma Rousseff: 41%
- Eduardo Campos: 29%
- Branco/nulo: 20%
- Não sabe/não respondeu: 10%

Rejeição
A pesquisa aferiu a taxa de rejeição de cada um dos candidatos, isto é, aquele em quem o eleitor diz que não votará de jeito nenhum. Dilma tem a maior rejeição e Eduardo Jorge, a menor:

- Dilma Rousseff: 36%
- Aécio Neves: 16%
- Pastor Everaldo: 11%
- Zé Maria: 9%
- Eduardo Campos: 8%
- Eymael: 8%
- Levy Fidelix: 8%
- Luciana Genro: 6%
- Mauro Iasi: 6%
- Rui Costa Pimenta: 6%
- Eduardo Jorge: 5%
- Poderia votar em todos: 13%
- Não sabe/não respondeu: 17%

Expectativa de vitória
De acordo com o Ibope, 54% dos entrevistados (independentemente da intenção de voto) acham que o futuro presidente da República será Dilma Rousseff; 16% opinaram que será Aécio Neves; 5% acreditam que será Eduardo Campos.

Fonte: G1

terça-feira, 22 de julho de 2014

Piauí tem crédito de R$ 60 milhões para ser aplicado nos municípios

O deputado, ainda confirma que esses valores são provenientes de arrecadação do Refis da Crise, que são R$ 2,587 bilhões
Deputado federal Júlio Cesar (PSD)
Após acompanhar a receita da União, o deputado federal Júlio Cesar (PSD) (foto) identificou que há R$ 5,06 bilhões que o Governo Federal não compartilhou com os estados e municípios. Em contanto com o Tesouro Nacional, o deputado pediu que a classificação de valores seja realizada entre a partilha com os Estados e cidades do país, que somam um recurso extra de R$ 60 milhões.

O deputado, ainda confirma que esses valores são provenientes de arrecadação do Refis da Crise, que são R$ 2,587 bilhões, de acordo com a Lei nº 11,941/2009, também há recursos da arrecadação conforme a Medida Provisória Nº 470, que somam R$ 1,756 bilhão e R$726 milhões referente ao Refis dos bancos., conforme a Lei nº12,865/2013.

Ainda, de acordo com o parlamentar a União deve partilhar estes recursos em uma proporção de 23,5% para o fundo de participação dos municípios e 21,5% para o fundo de participação dos estados. No Piauí esse repasse somando município e Estado o recurso algo em torno de R$ 60 mil.

A Medida Provisória n.º 470, editada em 14 de outubro de 2009, concede crédito de até R$ 6 bilhões à Caixa Econômica Federal; parcela débitos tributários do IPI; e trata sobre a depreciação acelerada de bens utilizados na execução de serviços de transporte de mercadorias em ferrovias.

A Lei 11.941/2009 faz novo parcelamento de débitos tributários federais que poderão ser pagos em até 180 meses. O parcelamento aplica-se aos créditos constituídos ou não, inscritos ou não em Dívida Ativa da União.

A Lei 12.865/2013 trata de novas modalidade de pagamento e parcelamento de débitos fiscais federais e reabertura dos prazos de adesão ao intitulado Refis da Crise.

Fonte: Jornalista 292

Governo admite desaceleração e prevê alta de 1,8% para o PIB de 2014

Expectativa anterior do governo era de uma expansão de 2,5% para 2014.
Governo também subiu para 6,2% estimativa para a inflação deste ano.
Imagem Reprodução da web
O governo federal admitiu oficialmente que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sofrerá desaceleração neste ano, ou seja, terá um crescimento menor do que em 2013 – algo que o mercado financeiro já prevê desde agosto do ano passado.

Por meio do relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre do orçamento de 2014, divulgado pelo Ministério do Planejamento nesta quarta-feira (22), a estimativa oficial do governo de crescimento da economia brasileira neste ano recuou de 2,5% para 1,8%. Em 2013, o PIB avançou 2,5%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve para medir a evolução da economia.


Apesar de o governo ter revisado para baixo a estimativa de crescimento em 2014, a expectativa oficial ainda está bem acima do que preveem os economistas do mercado financeiro, que estimam uma expansão de 0,97% neste ano. Essa é a mediana de mais de 100 instituições financeiras em pesquisa feita pelo Banco Central na semana passada.

Alguns bancos, porém, já estão projetando um crescimento menor ainda, em torno de 0,5% para o Produto Interno Bruto brasileiro em 2014, com possível recessão no meio deste ano (retração do PIB no segundo e terceiro trimestres). Dois trimestres seguidos de queda do PIB configuram "recessão técnica".

Se o crescimento de 2014 for menor do que 1,03% de alta, será o pior valor desde 2009, quando a economia enfrentava os efeitos da crise financeira internacional e, por isso, registrou retração de 0,33%. Para o BC, a economia deverá crescer 1,6% em 2014.

O nível de atividade econômica tem se ressentido, neste ano, da elevação da taxa básica de juros da economia brasileira, que subiu de 7,25% ao ano em abril de 2013 para 11% ao ano em maio deste ano, além do crescimento da inflação, do alto nível de endividamento das famílias e da baixa confiança dos consumidores e empresários.

Mais inflação
Ao mesmo tempo em que baixou sua estimativa de crescimento econômico para 2014, o governo federal também confirmou que a inflação deverá ser mais alta do que o previsto anteriormente e, também, do que o patamar registrado no último ano.

No relatório de receitas e despesas do orçamento, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada inflação oficial do país, passou de 5,6% (previsão feita em maio) para 6,2%. Em 2013, a inflação ficou em 5,91%.

Mesmo assim, o valor estimado pelo governo federal para a inflação em 2014 segue abaixo da expectativa do mercado financeiro, que foi captada pelo Banco Central na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras. Para os economistas, o IPCA deste ano deve ficar em 6,44% – valor que está próximo do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação.

Segundo esse sistema, a meta central tanto para 2014 como para 2015 é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Fonte: G1

Jornal: Schumacher se comunica com os olhos e pode ter alta no final de agosto

Passados quase sete meses do acidente em uma estação de esqui na França, Michael Schumacher, heptacampeão mundial de Fórmula 1, tem conseguido se comunicar com sua família.
Alemão Michael Shumacher
Passados quase sete meses do acidente em uma estação de esqui na França, Michael Schumacher, heptacampeão mundial de Fórmula 1, tem conseguido se comunicar com sua família por meio do movimento dos olhos e pode até ter alta no final de agosto.

As informações são do jornal inglês "The Mirror", que traz o assunto em sua edição impressa desta terça-feira e já o havia adiantado em sua versão eletrônica na noite de segunda. A saída do hospital seria para dar continuidade ao tratamento em casa e com acompanhamento por uma equipe de enfermagem.

O ex-piloto, de 45 anos, que caiu e bateu com a cabeça no dia 29 de dezembro de 2013 enquanto praticava esqui na estação de Meribel, nos Alpes franceses, tem respondido a questionamentos feitos pela esposa, Corinna, que também tem 45 anos, e os dois filhos, Gina-Maria, de 17, e Mick, de 15.

Médicos da clínica na Suíça em que Schumacher está internado acreditam que ele possa ficar sentado e controlar uma avançada cadeira de rodas com a boca em poucas semanas.

Segundo informações da imprensa croata, os médicos Darko Chudy e Vedran Deletis, que desenvolveram uma revolucionária técnica de implantação de microchip, planejam usar o método para ajudar o ex-piloto.

A ideia é que, com isto, ele possa superar ao menos um pouco a paralisação que tomou conta de seu corpo e andar e falar novamente após o longo período em coma.

Fonte: ESPN.com.br

Iapep passa a incluir netos e procura é grande no primeiro dia

Uma das medidas que contribuiu para essa melhora foi o serviço de home care, em que os profissionais (nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros) fazem o atendimento a pacientes em casa.

Usuários do Iapep Saúde Suplementar e Plamta Família podem, a partir de hoje (21), incluir netos como dependentes. Segundo o diretor geral do Iapep, Aluísio Luz, não há restrição de idade e o usuário pode fazer a inclusão através do site do órgão.

Aloísio Luz explicou que a procura dos usuários pelo novo serviço durante toda a manhã de hoje foi intensa. "Havia uma reivindicação muito antiga por parte dos servidores querendo incluir netos. Não tem restrição de idade. Hoje, no primeiro dia, teve muita procura. Há a opção de fazer a inclusão pelo iapep.pi.gov.br, com acesso a àrea inclusão. Não há necessidade mais da presença física. Precisava da perícia médica prensencial e agora não precisa mais. Agora é apenas a parte documental. Havia muito transtorno, principalmente para quem não mora em Teresina. A inclusão pelo site facilita", disse.

Ainda de acordo com o gestor, houve uma melhora significativa na prestação dos serviços pelo Iapep. Uma das medidas que contribuiu para essa melhora foi o serviço de home care, em que os profissionais (nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos e outros) fazem o atendimento a pacientes em casa.

São casos de pacientes lesionados, com traumas mais sérios, que precisam de um acompanhamento mas não há necessidade de ficarem internados. "Os pacientes viviam dentro de hospitais e hoje eles vivem em casa, custeados pelo home care do Plamta e dá muito mais qualidade de vida aos pacientes. O conceito hoje é que o paciente fique no hospital o menor tempo possível", comentou.

Sistema de informática

O Iapep está implantando um sistema independente. Aluísio explica que o trabalho era desenvolvido por uma empresa terceirizada. Porém, ocorriam muitos problemas. Agora, a Agência de Tecnologia da Informação do Estado está responsável por gerir o sistema.

"Uma empresa terceirizada fazia a atualização do sistema. A ATI agora está administrando. Estamos levando todo o banco de dados para o servidor próprio, mais robusto, e até o final da semana estará sendo colocado em funcionamento", afirmou.

Fonte: cidadeverde.com

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O legado imaginário da Copa das Copas foi embora junto com os turistas. Ficou com os brasileiros a conta da Copa da Roubalheira

Dilma Rousseff, na entrevista coletiva com ministros convocada nesta segunda-feira (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
“O Brasil mostrou que estava capacitado e que tinha todas as condições para assegurar infraestrutura, telecomunicações, tratamento adequado aos turistas, às seleções, aos chefes de Estado que viessem nos visitar. O país se superou e nós teríamos de ter a nota máxima”, cumprimentou-se nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff, na introdução da entrevista coletiva que prometera conceder ao lado de 16 ministros. O que seria o maior evento do gênero em três anos e meio de governo foi a primeira entrevista da história em que não houve perguntas.
A sabatina que se seguiria ao monólogo de abertura foi abortada pela deserção da entrevistada, que invocou a necessidade de decolar rumo ao encontro dos Brics em Fortaleza para abandonar a zona de perigo. Se tivesse ficado por lá, dificilmente escaparia de ser confrontada com a distância que separa a Copa das Copas, que só o governo vê, da Copa da Roubalheira que a imprensa insiste em enxergar
Nesta segunda-feira, por exemplo, uma reportagem publicada pelo Estadão (leia abaixo) mostrou as reais dimensões do que Dilma chama de “legado”. Os projetos vinculados à infraestrutura eram 83 na lista divulgada em 2010. Caíram para 71 – e a maioria está longe da conclusão. Em contrapartida, os gastos saltaram de R$ 23,5 bilhões para R$ 29,2 bilhões. Até agora.
A malandragem federal incluiu a substituição de trens e monotrilhos por meros corredores de ônibus ─ sem que a despesa diminuísse. Embora o governo ainda não tenha publicado o balanço do Mundial da Fifa, um estudo da Consultoria Legislativa do Senado Federal calculou, em 2011, que a gastança não seria inferior a US$ 40 bilhões.
“Os projetos de construção do VLT de Brasília e de Manaus ficaram no papel”, constatou o Estadão. “O monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o Expresso Aeroporto, trem que ligaria o centro da cidade a Cumbica, foi cancelado em 2012. E o monotrilho do Morumbi ainda está em construção”. A contabilidade das r
ealizações invisíveis nem inclui promessas delirantes como o trem-bala, que ficou fora da Matriz de Responsabilidades do Mundial.
“Nosso projeto é que esteja integralmente pronto em 2014 ou pelo menos o trecho entre Rio e São Paulo”, afirmou Dilma Rousseff em junho de 2009, época em que era ministra da Casa Civil de Lula. “Pretendemos ter os trens em funcionamento em 2014 porque esta é uma região muito importante em termos de movimentação na Copa”.
Como as obras de mobilidade urbana continuam no papel, os congestionamentos que diariamente atormentam os brasileiros  não paralisaram as cidades-sede graças à decretação de feriados ou pontos facultativos nos dias de jogos e à antecipação das férias escolares por numerosos estabelecimentos de ensino. “Em uma cidade como São Paulo”, lembrou a reportagem, “isso equivale a trocar o deslocamento de seus 10 milhões de moradores pelo de 64 mil torcedores indo para o Itaquerão e outras 30 mil ou 40 mil pessoas concentrando-se na Fan Fest e bares ao redor no centro da cidade, bem como na Vila Madalena, na zona oeste”.
Essa maquiagem também foi feita, por exemplo, nos corredores do BRT (espécie de corredor exclusivo de ônibus) Norte-Sul e Leste-Oeste de Recife e no metrô de Salvador. No primeiro, apenas quatro das 45 estações funcionaram. Nos dias de jogos, os dois meios de transporte só puderam ser utilizados por aqueles que portavam ingressos.
A boa qualidade do transporte aéreo, aprovada por 76% dos turistas estrangeiros na pesquisa Datafolha divulgada nesta terça-feira, resultou de operações especiais organizadas pelas próprias empresas, uma vez que as obras previstas para os aeroportos não foram concluídas a tempo. Em Fortaleza, enterrou-se R$ 1,7 milhão num puxadinho construído para fingir por 90 dias que o aeroporto ficou maior.
“No aeroporto de Brasília, o piso na segunda-feira à noite pós-Copa já estava imundo”, observou o jornalista Fernando Rodrigues na Folha desta quarta-feira. “O local continua em obras. Durante o torneio houve a preocupação de lustrar o que era possível. Agora, nos guichês das companhias aéreas já há menos gente trabalhando. Padrão pós-maquiagem”. O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, além de não ter ampliado o terminal de passageiros no prazo combinado, provavelmente terá rescindido o contrato com a construtora. Motivo: os atrasos recorrentes, que adiaram para 2016 o que já deveria estar em funcionamento.
“Único segmento que não sofreu baixas”, como ressalva a reportagem do Estadão, os estádios consumiram R$ 8 bilhões – 98% originários dos cofres públicos –, fortuna 50% maior do que a prevista em 2010. Aprovadas por 92% dos estrangeiros – também segundo o Datafolha –, as arenas Padrão Fifa começam agora a escancarar o Padrão Dilma.
Quem foi à Arena Pantanal nesta terça-feira para assistir ao jogo entre Vasco e Santa Cruz, pela série B do Brasileirão, espantou-se com o lixo e o entulho dentro e fora do estádio, com a iluminação precária no entorno, com o policiamento quase inexistente e com a falta de informação. “O chão que antes brilhava apesar de existir mais gente, hoje está imundo, há muita poeira no local e os espaços lounges estão caindo aos pedaços”, descreveu o barman Junior Santana, que trabalhou no local durante a Copa, numa reportagem publicada pelo Estadão nesta quinta-feira. Na sala de imprensa não havia cadeiras, mesas, cabos de energia nem internet wi-fi.
Aprovada por 95% dos turistas, a hospitalidade dos brasileiros é uma das poucas coisas que permanecerão por aqui com o fim da Copa. As obras para inglês ver se foram na esteira dos estrangeiros que voltaram para casa. O humor nacional tenta resistir ao péssimo desempenho no campo da economia. Como o legado prometido pelo governo, já é bem menor do que foi.

Segue abaixo a íntegra da reportagem do Estadão, publicada em 14 de julho de 2014:

Copa deixa legado de infraestrutura menor e mais caro do que o prometido

LOURIVAL SANT’ANNA E MARINA GAZZONI
A Copa do Mundo deixa um legado de infraestrutura para o Brasil muito menor do que o prometido quatro anos atrás – e a um custo mais alto. Em 2010, o governo anunciou que o evento atrairia investimentos de R$ 23,5 bilhões em 83 projetos de mobilidade urbana, estádios, aeroportos e portos. Parte das obras ficou no caminho e só 71 projetos foram mantidos na lista.
Segundo levantamento feito pela rede de repórteres do Estado nas 12 cidades-sede, as obras entregues para a Copa e as inacabadas somam R$ 29,2 bilhões – mesmo tendo sido substituídos em várias cidades projetos mais ambiciosos, como trens e monotrilhos, por modestos corredores de ônibus. Ou seja, o país gastou mais para fazer menos e com menor qualidade.
Em setembro de 2013, o Ministério dos Esportes apresentou sua última consolidação das obras da chamada Matriz de Responsabilidade da Copa, já com a exclusão dos projetos prometidos em 2010 e abandonados. Os 71 projetos confirmados somavam então R$ 22,9 bilhões.
Esse resultado significava que os governos federal, estaduais e municipais e a iniciativa privada gastariam 3% a menos do que o previsto em 2010 para fazer 15% a menos em número de obras. Os investimentos estavam distribuídos assim: 50,5% para o governo federal, 33,1% para os Estados e municípios e 16,4% para o setor privado. Entretanto, a reportagem do “Estado” constatou que o gasto total, hoje, é ainda maior: R$ 29,2 bilhões, ou 27% a mais do que o anunciado há quatro anos.
A construção dos estádios foi prioridade, seguida dos aeroportos. Mas na mobilidade urbana, o principal legado da Copa para os moradores das grandes cidades, o resultado foi sofrível. De 50 projetos, apenas 32 foram mantidos, o que quer dizer que um em cada dois foi abandonado. De acordo com a matriz consolidada em setembro pelo Ministério do Esporte, o país investiria R$ 7 bilhões em mobilidade urbana para receber a Copa, R$ 4,47 bilhões a menos do que o previsto em 2010.
Inacabadas - Além disso, boa parte das obras não foi entregue a tempo para o Mundial. O levantamento do Estado nas 12 cidades-sede mostra que 74 obras de mobilidade urbana foram entregues e 46 permanecem inacabadas. O número de obras é maior do que o da lista de projetos do ministério porque as prefeituras e governos estaduais, que são as fontes dessa informação, costumam fatiar projetos em várias obras.
Os projetos de construção do VLT de Brasília e de Manaus, por exemplo, ficaram só no papel. Já o monotrilho de Cuiabá será entregue no segundo semestre de 2015. Em São Paulo, o Expresso Aeroporto, trem que ligaria o centro da cidade a Cumbica, foi cancelado em 2012. E o monotrilho do Morumbi ainda está em construção.
O abandono e a não conclusão das obras só não tiveram um impacto maior porque a maioria das cidades decretou feriado ou ponto facultativo para o funcionalismo, além de as férias escolares de julho terem sido antecipadas. Em uma cidade como São Paulo, isso equivale a trocar o deslocamento de seus 10 milhões de moradores pelo de 64 mil torcedores indo para o Itaquerão e outras 30 mil ou 40 mil pessoas concentrando-se na Fan Fest e bares ao redor no centro da cidade, bem como na Vila Madalena, na zona oeste.
O único segmento que não sofreu baixas foram os estádios. Todos os projetos previstos saíram do papel e custaram R$ 8 bilhões ao País – 98% em recursos públicos-, montante 50% acima do previsto em 2010. Mal ou bem, ainda que com parte das arquibancadas provisória, como no Itaquerão, eles ficaram prontos para a Copa, acalmando a Fifa.
Em São Paulo, o projeto original previa a reforma do Morumbi, que custaria R$ 240 milhões e mais R$ 315 milhões em obras do entorno. Com a substituição da obra pela construção do estádio do Itaquera e investimentos no seu entorno, o custo saltou para R$ 1,37 bilhão.
No caso dos aeroportos, o desempenho foi mediano – alguns ficaram prontos, outros, não, mas isso não comprometeu o embarque e desembarque dos torcedores. Obras previstas em aeroportos como Viracopos, Confins, Fortaleza e Salvador não foram concluídas antes do Mundial. “A reforma dos aeroportos era uma necessidade, independente da Copa”, analisa Carlos Ebner, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) no Brasil. “Mas a Copa era uma motivação para dar um salto de infraestrutura e deixar um legado ao País. Mas nem tudo foi feito e queremos que as obras continuem após a Copa.”
Segundo ele, o caos não ocorreu porque o setor se organizou em uma operação especial e compensou os entraves de infraestrutura. Foi o que aconteceu também com o transporte urbano, beneficiado pelos feriados e linhas especiais de ônibus para os torcedores. Terminada a Copa, a vida volta ao normal.
Fonte: Veja
 
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