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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Estiagem prolongada amplia procura de benefícios do INSS

Agência do INSS de Picos
Foto: Jailson Dias
A estiagem prolongada se reflete de várias formas na região. Segundo informações do chefe de benefícios da agência do INSS de Picos, Victor César de Carvalho, a procura de benefícios por parte de agricultores aumentou pelo menos 40% nos últimos dois anos. Mensalmente a agência faz 1500 perícias por mês, chegando a 18 mil por ano.

“É uma demanda muito grande, e agora tivemos o efeito da seca que querendo ou não afeta o trabalhador rural, e ele, para sobreviver de alguma forma, adoece e procura o INSS, dando entrada no auxílio doença, que é negado, por não estar incapacitado para o trabalho”, explicou.

Victor César explica que a demanda da agência do INSS de Picos é grande porque atende a 60 cidades, ultrapassando o número de municípios da região, chegando até a 500 mil pessoas, o que faz dela a maior do estado do Piauí, destacando que 85% das pessoas que a procuram são trabalhadores rurais. “Vai ser construída uma agora em Paulistana para tentar diminuir a demanda e automaticamente deve ser chamado um perito médico para lá, automaticamente 10 cidades já reduziriam a demanda de Picos”, informou.

Por dia chegam a ser realizadas 75 perícias médicas em pessoas que declaram estar incapacitadas para trabalhar. Apesar de o número de médicos peritos não ser o ideal, a agência dispõe dos serviços de cinco desses profissionais, Victor considera a situação sob controle, melhor do que a de outras agências pelo país. No entanto, ele enfatiza que o número ideal seria de sete médicos, para garantir mais celeridade no atendimento aos requerentes.

Quando perguntado sobre a relação dos médicos peritos com os requerentes, especialmente quando estes tem o benefício negado, Victor explica que em alguns casos há confusão quanto o que seria doença e incapacidade para o trabalho, pois o INSS não tem responsabilidade sobre o primeiro caso. “Um exemplo: se a pessoa estiver gripada, ela está doente, mas isso não impede que ela trabalhe, com o agravamento da doença é que vai acontecer a incapacidade”, explicou.

Ele citou ainda o vírus HIV, da AIDS, como outro exemplo. O fato de uma pessoa ser portadora do vírus não a incapacita para o trabalho, mas se o quadro se agravar, ela poderá ficar incapacitada e dar entrada no pedido do auxílio. Apenas pessoas que contribuem com a previdência podem solicitar os auxilio trabalhadores de carteira assinada, autônomos que contribuem através do boleto e trabalhadores rurais.

Fonte: Folha Atual
 
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