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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Vigilância em Saúde Ambiental de Francisco Macedo alerta para os cuidados necessários na luta contra o mosquito Aedes aegypti




Roberto R. Leal
Responsável pela equipe das ações de campo para o controle de endemias
Atualmente os noticiários tem mostrado diariamente esse período crítico de  crise na saúde pública do Brasil, e um dos fatores que mais tem agravado essa situação foi a descoberta da associação do mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue) com novas doenças que surgiram e começaram a se alastrar rapidamente pelo país, como a febre chikungunya, e o zika vírus, que está sendo apontado como o possível responsável pelo aumento no número de casos de crianças que estão nascendo com microcefalia (diminuição do tamanho da cabeça ou seu perímetro cefálico occipito-frontal) e mais recentemente também foi relacionado com o aumento dos casos da síndrome de guillain-barré (doença inflamatória que atinge o sistema nervoso).

Diante desse imenso desafio, o ministério da saúde determinou normas e ações que estão sendo aplicadas de maneira uniforme em todo o território nacional nesse início de ano. Esses procedimentos foram denominados de “fase de ataque” com a intensificação das mobilizações, campanhas e o tratamento focal com larvicida em todos os domicílios e imóveis das áreas urbanas(cidades e povoados).

No município de Francisco Macedo, Sudeste do Piauí, estas atividades estão sendo executadas desde o dia 04 de janeiro, com a realização de visitas domiciliares em imóveis residenciais e comerciais, prédios públicos e nos terrenos baldios, enfatizando o tratamento e a eliminação de depósitos, objetos e locais  mais vulneráveis para a proliferação de focos do mosquito; sendo que esse trabalho está sendo desenvolvido por 03 Agentes de Combate à Endemias, alcançando a zona urbana-sede (centro e vila campina) e os povoados rurais com maior concentração de população: Cabaceira, Retiro e Café da Pedra.

Segundo informações prestadas pelo Coordenador do Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Roberto R. Leal, o serviço antivetorial está sendo realizado diariamente de acordo com as normas estabelecidas pelas esferas administrativas superiores: “Aqui em Francisco Macedo estamos seguindo rigorosamente o cronograma estabelecido pelo governo federal, aumentamos o ritmo de visitas, assim como a orientação e prevenção, e tratamento para o controle de ambientes e vetores. Com isso já estamos concluindo o 1º ciclo de ações do calendário epidemiológico de 2016, referente ao mês de janeiro, e iniciaremos imediatamente o 2º ciclo já no próximo dia 1º de fevereiro. Temos alcançados um bom índice de cobertura das áreas trabalhadas, mesmo tendo limitações de recursos humanos e técnicos. E pra reforçar ainda mais o nosso enfrentamos ao aedes aegipty, pedimos novamente o apoio e a compreensão da população local concernente aos cuidados que devem ser tomados principalmente no chamado período epidêmico (janeiro a junho) devido os maiores volumes de chuvas, onde cada pessoa venha ter cuidado começando pelo sua própria residência e arredores, tendo atenção maior com os depósitos de água, tapando-os e evitando o acúmulo prolongado, além de dar uma destinação adequada a todos resíduos sólidos( lixo, objetos, materiais, sucatas, entulhos, etc) que possam servir de ambiente propicio para a formação de focos do mosquito, porque estamos enfrentando uma verdadeira guerra contra esse inimigo número um da saúde pública; e se não enfrentarmos agora com disposiçao essa realidade, as consequências que já existem irão aumentar a curto e médio prazo de maneira irreversível”, pontuou o Supervisor.
 
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