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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

'Prévia' do PIB encolhe 4,08% em 2015 e aponta pior recessão em 25 anos

Imagem reprodução da web
O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto), fechou 2015 com queda de 4,08%. O número considera a série sem ajuste, já que compara dois períodos iguais (um ano fechado). Considerando diferenças sazonais, a queda é de 4,11%. 
As informações foram divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (18).
Se o número for confirmado pelo órgão que calcula o PIB oficial, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), será a pior recessão em 25 anos, desde 1990, quando a retração foi de 4,35%.
PIB é a soma de tudo o que é produzido no país.

Décima queda mensal

Em dezembro, o IBC-Br do Banco Central caiu 0,52%, em relação a novembro. A comparação é feita já descontando as diferenças sazonais entre os meses de novembro e dezembro.
Essa foi a décima queda mensal consecutiva do indicador.
No quarto trimestre, a prévia do PIB aponta encolhimento de 1,87% na comparação com o período anterior (número ajustado). 

Recessão cada vez pior

O resultado do IBC-Br mostra que o cenário de recessão piora cada vez mais, em meio às incertezas fiscais e políticas no país.
Quase todos os setores da economia vêm registrando sucessivos resultados negativos. Além disso, o desemprego está elevado, os índices de confiança, caindo, e a inflação e os juros estão em patamares altos.
A economia brasileira encolheu 1,7% no terceiro trimestre do ano passado (dado oficial mais recente) em relação ao trimestre anterior, segundo o IBGE.
Na comparação com o terceiro trimestre de 2014, a queda foi de 4,5%, no pior resultado desde 1996, quando começa a série histórica.

Queda também em 2016

Analistas não veem recuperação da economia em breve. A expectativa de economistas consultados pelo Banco Central é de encolhimento de 3,33% em 2016, com as projeções para 2017, hoje de crescimento de apenas 0,59% do PIB, piorando a cada semana. 
Nesta quinta, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgou previsão de queda de 4% da economia brasileira neste ano e de estagnação em 2017.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) piorou, em janeiro, as expectativas para o PIB em 2016, de -1% para -3,5%. Para 2017, o FMI mudou a projeção de crescimento, de 2,3% para estagnação.
Em 2015, segundo previsão do órgão, a economia deve ter encolhido 3,8%.

IBC-Br

O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB, e serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.
O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).
A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.
Fonte: UOL
 
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