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sábado, 17 de setembro de 2016

Empresa da Noruega estaria incentivando desmatamentos

Revista Rolling Stone denuncia que capital estrangeiro financia a destruição da Caatinga

Em sua edição de setembro, que traz na capa a foto de Renato Russo, a revista americana Rolling Stone, versão do Brasil, traz uma grande denúncia envolvendo a empresa multinacional Yara, da Noruega, e a mineradora paulista Galvani S/A, num grande escândalo no Piauí. As duas indústrias são acusadas de incentivar, financiar e ser conivente com trabalho degradante e desmatamento de áreas no Corredor Ecológico Capivara-Confusões, na região de São Raimundo Nonato (525 km de Teresina).

A revista que chegou às bancas de todo o Brasil na última quarta-feira, 14 de setembro, dedicou 8 páginas com direito a chamada de capa, para denunciar a destruição da Caatinga com financiamento internacional. Segundo a publicação, tudo aprovado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Piauí (Semar) através de um suposto Plano de Manejo Florestal Sustentável, para explorar uma área superior a 8 mil campos de futebol de matas nativas.

A madeira estava sendo utilizada para alimentar os fornos da mineradora paulista Galvani - pertencente a Yara - e que explora uma mina de fosfato na divisa da Bahia com o Piauí, nas proximidades das cidades de Caracol e Guaribas. Durante uma operação do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal, 18 trabalhadores em condições análogas à escravidão foram libertados numa fazenda utilizada pelas indústrias para desmatar a Caatinga.
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A Rede Ambiental do Piauí (Reapi) solicitou que o Ministério Público Federal abre uma investigação para investigar as denuncias. O processo está com o procurador da República Tranvanvan Feitosa que já solicitou todos os documentos referentes ao empreendimento à Semar e determinou uma investigação para apurar os fatos.

Por André Pessoa

Fonte: 180graus

Em relação à matéria publicada no site www.fmnews.com.brresumindo matéria publicada na edição de setembro/2016 da revista Rolling Stone, esclarecemos que toda madeira utilizada pela Galvani como fonte energética em suas unidades é adquirida de fornecedores que possuem as licenças e as autorizações ambientais necessárias para corte, venda e transporte. Para tanto, a exploração deve ser realizada dentro de um Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), que orienta a utilização e produção do bem, assegura um melhor aproveitamento dos recursos, busca reduzir o impacto da exploração e promover a sustentabilidade. 

O uso de lenha nativa na região é autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o fornecedor da Galvani, SS Agrosilvipastoril, ao assinar contrato com a empresa, comprovou ter as licenças em dia.

Por conta de irregularidades trabalhistas encontradas pelo MPT na SS Agrosilvipastoril, em vistoria realizada no final de junho, a Galvani, que estava trabalhando com a empresa há apenas um mês na ocasião, rescindiu o contrato imediatamente.
 
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