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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Estudantes fazem 'cadeiraço' contra a PEC 55 e fecham entrada da UFPI

Um professor ministrou aula no meio da rua para os manifestantes. Universidade teve a entrada fechada e veículos não puderam passar.
Protesto na entrada do campus Petrônio Portela, na UFPI (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Dezenas de alunos de vários cursos da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizaram nesta última terça-feira (22) um protesto na entrada do campus Petrônio Portela, na Zona Leste de Teresina. Eles protestaram contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC)  que estabelece um limite para os gastos públicos pelos próximos 20 anos, a PEC 55.
Alunos assistiram aula na entradada UFPI (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Alunos assistiram aula na entradada UFPI (Foto:
Ellyo Teixeira/G1)
De acordo com Débora Gonzalez, de 19 anos e estudante de Ciências Sociais, o movimento luta para que a PEC não seja aprovada e que ocorra mais investimentos na educação. “Vários cursos da instituição aderiram ao movimento. Esse é um protesto contra a redução de gastos para a educação. Ao contrário do que diz a PEC, a educação necessita de mais investimentos”, comentou.

Os estudantes impediram a saída e entrada de veículos da universidade. Por conta do protesto, se formou um congestionamento nas proximidades da UFPI. Amaury de Brito, estudante de história, de 18 anos, também participou do ato e pediu mais investimentos na educação. “Sou de acordo que o país reajuste as suas finanças, mas os cortes deveriam acontecer no salário dos políticos e não na educação, já que todos, para terem um futuro brilhante, necessitam dos estudos”, comentou.
Durante o protesto o professor Osmar, do campus de Parnaíba, ministrou aula de econoômia na entrada da universidade. Alunos colocaram várias cadeiras e meses impedindo a saída e entrada de veículos.

PEC 55
Aprovada no dia 26 de outubro na Câmara Federal, a PEC 241 foi para o Senado como PEC 55. Tida como prioridade pelo governo do presidente Michel Temer para reequilibrar as contas públicas, a PEC foi aprovada pela Câmara em segundo turno, por 359 votos a 116 (e duas abstenções) e, agora, passará a ser analisada pelo Senado.

A proposta prevê que, nos próximos 20 anos, os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior. A partir do décimo ano, porém, o presidente da República poderá propor ao Congresso uma nova base de cálculo.
Em caso de descumprimento, a PEC estabelece uma série de vedações, como a proibição de realizar concursos públicos ou conceder aumento para qualquer membro ou servidor do órgão.
Inicialmente, os investimentos em saúde e educação deveriam obedecer ao limite estabelecido pela PEC, mas, diante da repercussão negativa e da pressão de parlamentares da base aliada, o Palácio do Planalto decidiu que essas duas áreas só serão incluídas no teto a partir de 2018.
Fonte: G1

 
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